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Cientistas replicam cérebro com chip

 
Os cientistas estão a chegar cada vez mais perto do sonho de criar sistemas de computador que podem replicar o cérebro humano. Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) projectaram um chip de computador que imita a forma como os neurónios do cérebro se adaptam em resposta a novas informações. Esses chips podem, eventualmente, permitir a comunicação entre partes do corpo artificialmente criadas e o cérebro e podem também abrir caminho para dispositivos de inteligência artificial.

Existem cerca de 100 bilhões de neurónios no cérebro, cada um dos quais forma sinapses - as ligações entre os neurónios que permitem o fluxo de informações - com muitos outros neurónios. Este processo é conhecido como plasticidade e acredita-se que sustente muitas funções cerebrais, tais como a aprendizagem e a memória.
 
Cérebro

Bactérias inspiram Robótica


Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv desenvolveram um modelo computacional que explica melhor como as bactérias se movem num enxame e este modelo pode ser aplicado a tecnologias humanas, incluindo computadores, inteligência artificial e robótica. A equipa de cientistas descobriu como as bactérias colectivamente reúnem informações sobre o seu ambiente e encontram um caminho ideal para o crescimento, mesmo nos terrenos mais complexos.

Estudar os princípios de navegação das bactérias permitirá aos pesquisadores projectar uma nova geração de robôs inteligentes que podem formar enxames inteligentes, ajudando no desenvolvimento de micro robôs médicos usados para diagnosticar ou distribuir medicamentos no corpo, ou "descodificar" sistemas utilizados em redes sociais e em toda a Internet para recolher informações sobre comportamentos dos consumidores.

Bactérias
Interacção simulada de bactérias navegando colectivamente numa direcção (American Friends of Tel Aviv University)

Software de Prevenção ao Abuso Infantil

Alguns investigadores estimam que existem actualmente mais de 15 milhões de fotografias e vídeos de crianças vítimas de violência em circulação na Internet, ou na Darknet. Quando este este material é detectado e excluído, já há muito que os pedófilos fizeram o download para os seus computadores. Procurar e monitorizar centenas de milhares de ficheiros ilegais no computador dos suspeitos era um processo tedioso e extremamente demorado para os investigadores, até agora.

Pesquisadores do Fraunhofer Institute produziram um sistema de assistência automatizado, chamado desCRY, que pode detectar imagens e vídeos de pornografia infantil entre grandes volumes de dados.

Resultados do desCRY

O software desCRY utiliza novos processos de reconhecimento de padrões para navegar pelas fotos e vídeos digitais em busca de conteúdo ilegal, não importa o quão bem escondido que seja. O núcleo do software consiste em algoritmos inteligentes de reconhecimento de padrões que automaticamente analisam e classificam imagens e sequências de vídeo e que combinam tecnologias como reconhecimento facial e tom de pele com análises contextuais e de cenas para identificar conteúdo suspeito.

O software procura todos os arquivos num computador, incluindo e-mail e arquivos anexos e tem muitos tipos de filtragem o que permite uma grande variedade de opções de pesquisa. Por exemplo, pode aplicar filtros e classificação de dados baseados em conteúdo. Desta forma, os investigadores podem classificar arquivos por objecto, pessoa ou localização, por exemplo.

Os algoritmos podem usar milhares de características que descrevem propriedades tais como cor, textura e contornos, a fim de analisar se uma imagem retrata o abuso de crianças. Se o sistema for executado num PC padrão, pode classificar até dez imagens por segundo, acelerando drasticamente os trabalhos de investigação.

O Futuro dos Computadores - Inteligência Artificial

O que é a Inteligência Artificial?


O termo "Inteligência Artificial" foi cunhado em 1956 por John McCarthy no Massachusetts Institute of Technology (MIT) definindo-a como a ciência e engenharia de fazer máquinas inteligentes.

Hoje em dia é um ramo da ciência da computação que visa conseguir que os computadores se comportem como seres humanos e este campo de investigação é definido como o estudo e concepção de agentes inteligentes, onde um agente inteligente é um sistema que se apercebe do ambiente que o rodeia e realiza acções que maximizam as suas hipóteses de sucesso.

Esta nova ciência foi fundada com base na crença de que uma propriedade central dos seres humanos, a inteligência, ou seja, a sabedoria do Homo Sapiens, pode ser descrita com tanta precisão que pode ser simulada por uma máquina. Isto levanta questões filosóficas sobre a natureza da mente e a ética da criação de seres artificiais, questões essas que têm sido abordadas pela ficção, mito e filosofia desde a antiguidade.

A Inteligência Artificial inclui a programação de computadores para tomar decisões em situações da vida real (por exemplo, alguns destes "sistemas periciais" ajudam os médicos no diagnóstico de doenças com base nos sintomas), a programação de computadores para compreender as linguagens humanas (linguagem natural), programação de computadores para jogar esses jogos como xadrez e damas, programação de computadores para ouvir, ver e reagir a outros estímulos sensoriais (robótica) e projectar sistemas que simulam a inteligência humana tentando reproduzir os tipos de ligações físicas entre neurónios no cérebro humano (redes neurais).