Virtualização ao Nível do Sistema Operativo Explicada


Este tipo de virtualização de servidores é uma técnica onde o núcleo (kernel) de um sistema operativo permite a existência de múltiplas ocorrências de espaços de utilizador isolados. Essas ocorrências correm sobre um sistema operativo anfitrião e fornecem um conjunto de bibliotecas com as quais as aplicações interagem, dando-lhes a ilusão de que elas estão a ser executadas numa máquina dedicada ao seu uso. As ocorrências são conhecidas como Contentores, Servidores Virtuais Privados ou Ambientes Virtuais.

Virtualização ao Nível do Sistema Operativo

A virtualização ao nível do sistema operativo é obtida através da execução, pelo sistema anfitrião, de um único kernel do sistema operativo e do seu controlo de funcionalidade do sistema operativo hóspede. Nesta virtualização do kernel partilhado, cada um dos sistemas virtuais hóspedes tem o seu próprio sistema de arquivos mas partilham o kernel do sistema operativo anfitrião.

Paravirtualização Explicada


"Para" é um prefixo de origem grega que significa “ao lado de”, “proximidade” ou “semelhança”. A paravirtualização é outra abordagem para a virtualização de servidores onde, ao invés de emular um ambiente de hardware completo, a paravirtualização age como uma camada fina, que garante que todos os sistemas operativos hóspedes partilham os recursos do sistema e convivem harmoniosamente.

Paravirtualização

Na paravirtualização, o núcleo (kernel) do sistema operativo hóspede é modificado especificamente para correr no hipervisor. Isto normalmente envolve a substituição de quaisquer operações privilegiadas, que só seriam executadas no anel 0 da CPU, por chamadas para o hipervisor, conhecidas como hiperchamadas (hypercalls). O hipervisor, por sua vez executa a tarefa em nome do núcleo hóspede e também fornece interfaces de hiperchamada para outras operações críticas do núcleo, tais como gestão de memória ou gestão de interrupções.

Virtualização Total Explicada


Esta é provavelmente a mais comum e mais facilmente explicável forma de virtualização de servidores. Quando os departamentos de TI lutavam para obter resultados com as máquinas em plena capacidade, fazia sentido atribuir um servidor físico para cada função de TI aproveitando o hardware barato. A empresa típica teria uma máquina para SQL, uma para o servidor Apache e outra máquina para o servidor Exchange. Agora, cada uma dessas máquinas pode estar a ser usada apenas a 5% do seu potencial de processamento total. É aqui que entram em cena os emuladores de hardware, num esforço para consolidar os servidores.

Um emulador de hardware cria uma interface de hardware simulada para os sistemas operativos hóspedes. Na emulação de hardware, o software de virtualização (normalmente referido como um hipervisor) na verdade cria um dispositivo de hardware artificial com tudo o que precisa para executar um sistema operativo e apresenta um ambiente de hardware emulado em que os sistemas operativos hóspedes operam. Este ambiente de hardware emulado é normalmente referido como um Monitor de Máquina Virtual ou VMM (Virtual Machine Monitor).

A emulação de hardware suporta sistemas operacionais hóspedes reais; as aplicações em execução em cada sistema operativo hóspede são executadas em ambientes verdadeiramente isolados. Desta forma, podemos pode ter vários servidores a correr numa única máquina, cada um completamente independente do outro. O VMM fornece ao sistema operativo hóspede uma emulação completa do hardware subjacente e, por esta razão, este tipo de virtualização é também referida como Virtualização Total.